Cancro do pulmão: SPP pretende criação de programa nacional de rastreio

01/08/22
Cancro do pulmão: SPP pretende criação de programa nacional de rastreio

Assinala-se hoje, dia 1 de agosto, o Dia Mundial do Cancro do Pulmão. Este é o terceiro tipo de cancro mais frequente em ambos os sexos em Portugal, tendo sido diagnosticados 5415 novos casos em 2020, sendo também o mais letal, de acordo com os dados do Observatório Global do Cancro (GCO).

De entre o consumo do tabaco, que é a principal causa associada no aparecimento desta doença, existem “outros fatores associados como o envelhecimento da população, exposições ocupacionais, poluição, nutrição, infeções e fatores genéticos”, afirmam a Dr.ª Gabriela Fernandes e Dr.ª Margarida Dias da Sociedade Portuguesa de Pneumologia (SPP).

Além dos avanços no diagnóstico da doença, as médicas pneumologistas destacam também a evolução do tratamento deste tipo de tumor com o desenvolvimento de “terapêuticas dirigidas a alterações moleculares específicas que são responsáveis pelo desenvolvimento de certos tumores (cerca de 50 % dos adenocarcinomas) e o que permitiu aumentar a sobrevivência e melhorar a qualidade de vida dos doentes com doença metastática”.

Relativamente à imunoterapia consideram que é “outro pilar atual do tratamento, utilizando fármacos que estimulam o sistema imunitário para reconhecer e destruir as células tumorais e com respostas muito sustentadas no tempo”. A Dr.ª Gabriela Fernandes e a Dr.ª Margarida Dias evidenciam igualmente o contributo que a Medicina personalizada aplicada ao cancro do pulmão tem, pois, os doentes “têm acesso a terapêuticas personalizadas, baseadas no perfil genómico do tumor e nas características anatomopatológicas, que se associam a maior eficácia dos tratamentos, melhor tolerância, mais tempo sem progressão da doença, maior sobrevivência, com preservação e melhoria da qualidade de vida”.

Em termos de prevenção desta doença, a medida de prevenção primária relativa ao consumo de tabaco continua a ser a “mais significativa conduzindo às medidas antitabágicas mais restritivas, a uma redução do consumo e, por conseguinte, a uma redução da incidência e mortalidade por cancro do pulmão”. As especialistas consideram ainda ser “necessária a implementação de um programa nacional de rastreio, pois estes programas, em populações de maior risco, ou seja, fumadores, demonstraram reduzir em cerca de 20 % a mortalidade por cancro do pulmão”.

Fonte: Sociedade Portuguesa de Pneumologia

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